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    SOBRE NÓS


    COMO SER LEMBRADO?

    Como você quer ser lembrado? Minha amiga Pati me fez esta pergunta neste domingo.

    Conversávamos sobre oportunidades e segundo ela é isso que faz o telefone tocar e alguém nos procurar com alguma proposta, seja ela profissional, artística, de lazer ou do que for.

    Daquele momento em diante fiquei pensando sobre isso. Como será que sou lembrado. Não tenho com saber. Mas como gostaria que fosse?

    Gostaria de ser lembrado pelos textos e letras que escrevo, pelas músicas que componho, toco e canto, pelos treinamentos, workshops e palestras que ministro, e acima de tudo pelo bom humor que procuro ter sempre.

    Claro que alguém pode acabar se lembrando de alguns dos meus defeitos, mas sobre eles prefiro não comentar. Só posso dizer que estou trabalhando para reduzi-los constantemente.

    Ah quase me esqueci que também gostaria de ser lembrado como alguém que gosta de deuses, divindades, budas, anjos, orixás, santos, extraterrestres e tudo o mais que possa estar SOBRE NÓS!!! 



    Escrito por Alan Carvalho às 01h00
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    MÁRIO BORTOLOTO

     

    Neste final de semana aconteceu mais um ato de violência: Homens entram num bar para assaltar e disparam contra dois dos freqüentadores. Uma cena que infelizmente não é novidade na nossa metrópole.

    O que chama atenção nesta notícia é que um dos baleados foi o Mário Bortoloto, dramaturgo, diretor e ator de teatro, fundador da companhia cemitério dos automóveis. Mário está internado em estado grave.

    Vi algumas de suas peças e me impressionaram pela forma com que ele trata da violência, sempre crua e direta.

    Quando lia a matéria um dado me salta aos olhos. O título do blog que ele escreve: “Atire no dramaturgo – um blog de Mário Bortoloto”. Eu não conhecia o blog mas pensar na trágica coincidência é no mínimo curioso.

    O que será que veio primeiro? A resposta óbvia é o blog, claro! Mas será que não há certa ironia em tudo isso? Será que o título do blog veio inspirado por um momento de premonição?

    O que não dá pra negar são os fatos, e, a velha questão da vida imitando a arte.

    Ficam aqui os meus votos de pronta recuperação ao Marião. Que ele fique bom logo!

    Para isso clamo as forças que atuam “Sobre Nós”!

     



    Escrito por Alan Carvalho às 23h20
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    JARDIM DE LETRAS

     

    Um dia resolvi cultivar um jardim.

    Minha pouca experiência se resumia a um vasinho aqui outro ali, mas nada que me exigisse constância, muito menos comprometimento.

    Do pouco que plantei, logo esperei resultados, mas eles eram poucos.

    Não que as flores não fossem belas, nem as folhagens vistosas, o problema é que eu queria louros, não os ramos, mas os elogios.

    Tristemente me dei conta de que minha motivação mais uma vez era a vaidade, minha velha conhecida.

    Não significa que meu jardim não produzisse sombra, pra refrescar pessoas, nem pólen pra alimentar as abelhas, mas este não era meu único objetivo, na teoria até pode ser, mas na prática...

    “...queixo-me as rosas, mas que bobagem as rosas não falam...” (Cartola)

    Esse papo, de louros é uma bobagem, pois mesmo que eu não saiba, nem nunca venha saber alguém pode se beneficiar deste pequeno jardim de letras.

    Sendo assim, que seja pra você... Desfrute e aprecie!

     



    Escrito por Alan Carvalho às 00h40
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    UNI TALI BAN

    Pensei muito sobre o Caso Geisy Arruda. O que escreveria? Tudo o que eu pensava em escrever continha revolta, indignação e vergonha.

    Nada justifica o que aconteceu. Foi uma agressão por parte dos alunos e outra por parte da universidade, se é que aquele lugar de gente ignorante pode ser chamado assim.

    Pra não incrementar mais a raiva é melhor usar o bom humor.   

    Que medo dessas alunas e alunos!!!

     



    Escrito por Alan Carvalho às 00h54
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    JARDINEIROS

     

    Sábado, dia de... trabalho.

    Foi assim. Saímos de Moema às 6:00h. em direção à Atibaia.

    Era um programa no qual os participantes deveriam montar uma ponte (literalmente) que media em torno de 25 metros, de ponta a ponta, feita toda de pecinhas plásticas (de 1 à 15 centímetros) conhecidas como Kenex.

    A intenção é fazer com que as pessoas construam a ponte em um tempo determinado e para isso elas devem trabalhar juntas, de forma coordenada para obter êxito.

    Os participantes atingiram seu objetivo e o programa foi um sucesso! Pronto agora era só... Desmontar tudo (o mais rápido possível) o que os 130 participantes construíram em 80 min.

    Nossa equipe tinha 18 pessoas: Eu, André, Cinthia, Dani Nunes, Ed, Eloah, Eron, Fabiano, Fê, Gleyce, Gustavo, Heidi, Leo, Marivaldo, Regina, Taís, Thiago incluindo o facilitador Daniel Ramirez.

    Confesso que esta costuma ser a pior parte deste trabalho. São necessárias disposição e paciência de toda a equipe, mas neste dia eu estava inspirado. Quando olhei as pecinhas brancas (que fazem as conexões entre as partes) espalhadas por toda ponte disse: “Não parecem flores brancas?”

    E foi o suficiente. Uma simples metáfora mudou tudo. Todos queriam colhê-las!

    De um momento para o outro passamos de uma equipe que desmancha um brinquedo gigante, para jardineiros que colhem lindas flores brancas nos divertindo com isso!

    Todo trabalho tem um motivo, mas tudo se torna muito mais fácil quando lhes atribuímos um sentido!

    Grande abraço a todos!!! 

     



    Escrito por Alan Carvalho às 01h26
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    HOMEM VITRUVIANO - DA VINCI



    Escrito por Alan Carvalho às 23h39
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    ROUPA SUJA

    Outro dia, outra conversa...

    “...assim o RN não cabe.” Eu imediatamente perguntei: “Mas o que é RN?”

    "É um tamanho, quer dizer Recém-Nascido", me responderam. Assim entrei no assunto das roupas. Perguntei quem sabia lavar, quem lavava e foi por aí...

    Ah! Esqueci de dizer que era outra pausa pro almoço, com a presença de outras pessoas. Estavam: Roberta R., Adriana, Beatriz, Cristiana, Nicole, Simone, Néia, Mônica e eu, único representante do sexo masculino.

    À medida que o almoço rolava o assunto ficava mais polêmico. Sinal de alerta pra minoria, no caso, eu.

    Até que se chegou à velha questão. Por que os homens respingam o chão quando fazem xixi?

    Problema, pois homem que é homem não faz xixi. Mija.

    Tentei todas as desculpas, mas não teve jeito. Houve protestos, acusações, ameaças, e eu não pude reagir. Daí em diante só escutava e observava.

    Era unânime o grito: "Homem tem que mijar sentado!"

    Quando lavar roupas era só um assunto, até que foi tudo bem. Mas na hora de lavar roupas mesmo...

    Da próxima vez, melhor não tentar defender a classe sozinho.

    Como diz o velho ditado: "Roupa suja se lava... À mesa!"

     

     



    Escrito por Alan Carvalho às 23h39
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    EU ODEIO

     

    Pausa no trabalho. Hora do almoço.

    À mesa eu, Didi, Roberta M., Mônica, Fê, Marivaldo e Sarah.  

    Papo vai, papo vem, a Roberta disse: “Eu odeio carne sangrando!”

    Pronto, esse se tornou o tema. Todos começaram a manifestar seus ódios. Alguns mais óbvios e quase unânimes como buchada, outros nem tanto.

    Todos falaram, uns imediatamente, outros esperaram um pouco, mas no final ficou difícil lembrar quem disse o que.

    Apareceu tripa assada, pé de galinha, bife de sola, capoeira... mas... espera aí, capoeira não é de comer... foi isso mesmo, a coisa saiu do controle.

    A conversa saiu da comida e foi passear, literalmente, em outros lugares.

    Foi parar em não gostar de acordar cedo, artesanato, feira hippie, trânsito lento, e foi indo...

    O assunto foi tão longe que alguém acabou dizendo: “Eu odeio trazer encomenda!”

    Tarde demais. A encomenda estava feita. A Mônica olhou pra mim e disse: “Alan escreva sobre isso em seu blog.”

    Eu agradeci a encomenda, e fiquei feliz, porque eu ODEIO ficar sem assunto!

     



    Escrito por Alan Carvalho às 01h26
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    FIM DE SEMANA

    “Chegou fim de semana todos querem diversão...” Racionais.

    E não é que é isso mesmo?

    Para os que trabalham em expediente comum, final de semana pode significar liberdade. É quando finalmente podemos descansar, nos divertir, não fazer nada, ou fazer um monte de coisas.

    As mulheres querem cuidar de sim mesmas, hora de salão de belezas, shopping, o que for. Ou dar atenção à família, visitas, almoços. Ou precisam cuidar da casa, limpeza, manutenção...

    Os homens querem cuidar do corpo, hora de futebol, corrida, ou algum esporte que o valha. Ou dar atenção aos amigos, bebida, churrasco. Ou cuidar da casa, reparos, ajustes. Ou do carro, lavagem, consertos...

    As crianças querem outras crianças. Nada de lição ou dever. Só games, brincadeiras...

    E todos estão cobertos de razões para o que querem!

    Sempre senti nos finais de semana um clima de euforia, de leveza. E quando vai terminando o domingo a leveza vai terminando junto.

    Mas não queremos antecipar as coisas, pois o sábado nem amanheceu.

    Planos e programas a maioria tem aos montes, agora se vai dar tempo (ou sobrar dinheiro) pra fazer tudo já é outra coisa.

    O que eu desejo do fundo do meu coração é que dê, tanto tempo quanto dinheiro, para que todos realizem o que desejam ou necessitam.

    Aos mais planejados, que cumpram seus compromissos com prazer, e aos que estão ao acaso, que lhes aconteça tudo de bom que vocês merecem!

    Bom final de semana a todos!



    Escrito por Alan Carvalho às 01h44
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    COMER, TOCAR, SORRIR

     

    Parece uma brincadeira com o Best seller Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert. E é isso mesmo.

    Depois do Beber, Jogar, Fazer - Andrew Gottlieb ,que pega carona no sucesso do livro da Gilbert, mas sem ler até agora nenhum dos dois livros citados, resolvi fazer meu texto inspirados nestes títulos.

    À mesa oito pessoas, quatro sopas, três vinhos, duas águas, nenhum livro, algumas músicas e muita, mas muita risada.

    Entre uma sopa e outra, música, entre sopas e músicas, vinho e água, e entre tudo isso, riso.

    Falamos sobre cidades, cinema, literatura, gastronomia, música, ufologia, e tudo era motivo pra rir.

    Comer, tocar, sorrir, fica muito fácil quando se tem boa comida (e boa mesmo), boa música, boa conversa e principalmente bons amigos. Tudo isso às bordas da mesa, e sem virar nenhuma página.

    Ler é muito importante, escrever também, mas não há ficção que substitua uma boa realidade!

     

    A todos os presentes meu agradecimento!!!

     



    Escrito por Alan Carvalho às 14h28
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    HEROIS EXTRATERRESTRES

     

    Curioso como hoje, olhando pra trás, me dou conta de que meus herois favoritos eram extraterrestres.

    Começando pela turma do Japão. Ultaman, Ultrman Jack, Ultra Seven, Robô Gigante, Goldar, Spectraman, extraterrestres que ajudavam a proteger o planeta. Da DC Comics desde o mais poderoso Superman, incluindo John John, Gavião Negro, Lanterna Verde, todos têm alguma conexão com outros mundos. Da Marvel temos o Surfista Prateado, o Quarteto Fantástico... Apesar da Marvel preferir dar foco aos homens e suas mutações genéticas, caso dos X-Man, Homem-aranha, Hulck...

    Vale ressaltar que a minha geração recebeu um bocado de informações e especulações a respeito de fora da terra, e, que no tempo dos meus pais os heróis mitológicos e folclóricos dominavam o imaginário infanto-juvenil.

    Tudo isso me fez sentir uma boa dose de afeição pelo que poderia existir em outros planetas e acreditar que a vida por lá, não só existe, como também está de certa forma intimamente ligada com a daqui. Eu gosto de acreditar nisso!

    Gosto de acreditar que além de anjos e demônios, também povoam os céus seres de outros planetas e galáxias, naves e guerras intergalácticas. Tudo isto convivendo harmoniosamente.

    Quem me prova o contrário?! 

     



    Escrito por Alan Carvalho às 19h26
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    HEROI DE INFÂNCIA



    Escrito por Alan Carvalho às 00h09
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    INSULTO

     

    Alguém aceita um insulto aí???

    Recebi um insulto dia desses. Nada muito grave, nem tampouco muito leve.

    Fiquei muito surpreso com o presente - se é que podemos chamá-lo assim - e com a forma que ele veio.

    Confesso que a tentação foi de logo apanhá-lo e me apropriar dele, mas não me cabia. Não poderia aceitar algo, por mais educado que tente ser, somente porque alguém me deu.

    À pessoa que me presenteou, agradeço, principalmente pela possibilidade de colocar em prática alguns ensinamentos que eu tento ensinar em minhas palestras. Para quem não sabe, faço palestras utilizando o Aikidô como ferramenta de analogia para ilustrar conceitos como resolução de conflitos e negociação. E saibam que realmente funciona!

    E assim educadamente, como se não tivesse acontecido nada, saí daquela sala deixando lá aquilo que tentaram me dar. Mas trouxe uma lição, e, toda vez que eu me lembro disso tento agradecer a possibilidade de ter me posicionado como um cavalheiro, simplesmente não carregando para casa o que não me pertence.

    Compartilho este texto apenas para que sirva de lembrete àqueles que já levaram pra casa um insulto, mesmo que não lhes pertencesse e não souberam o que fazer depois.

     

     



    Escrito por Alan Carvalho às 23h56
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    CERTO

    Estar certo. Eis aí o motivo de um monte de confusão.

    Sim, porque as confusões não nascem daqueles que estão conscientemente errados. Estes, reconhecem seus erros e procuram se reparar, ou carregam o peso da culpa pelo tempo aguentarem, mas quem sofre são eles mesmos.

    Já os que se sentem os certos, estes sim fazem sofrer! Julgam aos outros, e, o resultado desse julgamento é condenação. Acham-se no direito de fazer justiça e aí vem o castigo. Como não sabem dosar a punição a coisa vira vingança, e por aí vai.

    Estar certo acaba por ser a origem de uma séria de emoções negativas. Por exemplo:

    Como estou certo, os errados vão querer me atacar. Medo.

    Como estou certo, estes idiotas deveriam me ouvir. Raiva

    Como estou certo, não preciso fazer mais nada. Preguiça.

    Como estou certo, sou o máximo. Vaidade.

    Como estou certo, tenho o direito de ter mais do que os errados. Inveja.

    E não para nisso. Conflitos acontecem porque um dos lados se acha certo. Como só pode haver um certo, o outro necessariamente deve estar errado.

    Esta simples lógica cartesiana é a origem de um bocado de problemas, pois ela não leva em consideração que mesmo um estando certo, o outro também pode estar.

    O contrário de uma verdade não é obrigatoriamente uma mentira. Pode, muito bem, ser outra verdade.

    E no final das contas, todos podem estar certos.

    Pois como dizia o poeta Jalaluddim Rumi "Para além das ideias do certo e do errado, Há um campo. Te encontrarei lá." 

     



    Escrito por Alan Carvalho às 01h08
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    LESTE

     

    Hoje é lua cheia. Passa um pouco da meia noite e daqui à algumas horas o sol vai nascer no horizonte, mais precisamente no leste. Será?

    Assim é nossa vida, baseada em algumas suposições tão certas quanto a direção do Sol nascente. Mas será que todos sabem onde é o leste? É claro, respondemos apressadamente é só olhar em que lado nasce o Sol, lá é o leste. Isso é uma tautologia, ou seja, repetir a mesma coisa de maneira diferente.

    Como explica o professor Eder Melgar: "Vários alunos ficam espantados quando falamos durante as aulas que o Sol, durante quase todos os dias do ano, não nasce no leste nem se põe no oeste. Certamente observaram o fenômeno com muito pouca atenção."*

    Curiosamente observamos melhor quando perdemos nosso referencial de costume, por exemplo, quando estamos em uma região diferente com dia nublado.

    Em alguns casos, quando fazemos uma travessia ou algo do gênero temos que consultar uma bússola e confiar nela.O fato é que ninguém fica com a bússola confirmando o local de nascimento do Sol.

    Outro fato é que cada pessoa segue seu Sol, com ou sem Sol. Mesmo que ele apareça locais diferentes (dependendo do referencial), importante é que ele nos ilumine a todos, e aqueça o coração de cada um.

    Que amanhã o Sol venha do Sul!!!

     

    *Trecho retirado do texto “Nem sempre o Sol nasce no leste”  de Eder Melgar – Especial para a folha de S. Paulo

     



    Escrito por Alan Carvalho às 01h05
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    MOGLI

     

    Um lobo na cidade e um garoto na selva. O que eles têm em comum?

    Porque trocaram de ambiente? Talvez ambos tenham fugido. Pode ser que estejam perdidos, que não tenham se dado conta de que estão fora de seus domínios.

    Neste caso as conseqüências seriam: o lobo haveria de se educar, o garoto se sustentar e ambos necessitariam de proteção.

    Quão mais fácil não seria se retornassem aos seus lugares?

    Na selva o lobo haveria de caçar e uivar pra lua, enquanto na cidade o garoto poderia estudar e estar com seus pais.

    O que teriam, então, em comum? Não mais o medo das ameaças, nem da inadequação, mas sim a possibilidade de desenvolver todo seu potencial.

    Na natureza tudo tem seu lugar e seu tempo, mas se não prestarmos atenção nisso, tanto poderíamos ser um garoto na selva quanto um lobo na cidade. Quem nunca se sentiu um lobo enquanto dirigia?

    Que cada um de nós possa encontrar o devido lugar e que estejamos atentos as solicitações do nosso tempo. Aos lobos o que é dos lobos e aos homens o que é dos homens.

    Que a natureza nos ampare e a divindade nos guie rumo à evolução!!!

    Inspirado em "Mogli o menino lobo" - Joseph Rudyard Kipling e  “O Lobo da Estepe” - Hermann Hesse.

     



    Escrito por Alan Carvalho às 02h09
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    SUPERMERCADOS

     

    “Nos supermercados da vida você conhece o homem e seus preços...” (Frejat - Jorge Salomão)

    Nós passamos por um supermercado, mas não nos damos conta. Lá compramos nossas crenças.

    Este supermercado vem passando por várias mudanças ao longo dos anos, nas diversas sessões da loja, vejamos algumas:

    Na sessão profissional é onde, geralmente, compramos nossas crenças sobre como ganhar dinheiro. Por exemplo, há alguns anos era comum se afirmar que eram os advogados e engenheiros que ganhavam bem, hoje o que está na moda é ser famoso, não importa muito como, no esporte, ou na TV, o que importa é a fama e ela fatalmente trará $.

    Na sessão da saúde, compramos nossas crenças sobre o que faz mal e o que faz bem a saúde. Por exemplo, a crença de que leite com manga é veneno perdeu a validade dia desses, mas quando eu era criança ela era vendida normalmente.

    No setor de religiões. Os evangélicos, que eram minoria, tem sido uma das religiões que mais crescem em número de adeptos. Esta sessão é uma das que mais trazem novidades, tem religião nova praticamente todo dia - igreja então nem se fala.

    Fatos curiosos a respeito do nosso comportamento de consumidores é a atenção que damos as embalagens e nomes dos produtos, mesmo sem se importar com preço ou data de validade. Por exemplo, no setor de religião compramos crenças com mais de 2000 anos mesmo sem garantia de procedência do fabricante, é aí que podem entrar produtos falsos em nossas mentes, mas como diz a propaganda: “Ninguém pode provar o contrário!”

    Quanto ao preço, melhor nem tocar no assunto porque passar no caixa pode ter graves conseqüências."...barato ou caro eles vendem suas almas." (Frejat - Jorge Salomão)

    O fato é que ninguém sai de lá com as mãos abanando!

     

    Obs.: Aos que quiserem trocar de mercadorias, dirijam-se ao setor de autogerenciamento e procurem com sinceridade a si mesmos, pois a cada um, é dado o direito de acreditar no que quiser!!!

     



    Escrito por Alan Carvalho às 01h41
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    ALFABETO

     

    A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

    Simples signos que representam sons e podem formar palavras, dependendo da ordem com que forem agrupados. Essas palavras têm significados múltiplos e juntas podem formar outro sentido diferente de quando estão sós – a isso chamamos frase.

    As frases também se juntam em nome de uma razão maior, um grande objetivo que se chama texto, e que pode estar contido em algo grandioso como uma tese ou um livro.

    Tudo se expressa. Razão, emoção, passado, presente, futuro, sensibilidade, grosseria, inteligência, ignorância, elogio, ofensa, comédia, tragédia... Não há limites pra o que se pode expressar, ou será que há?

    Se houver, são os próprios limites da linguagem. Há também os limites do autor, este ser que é aparentemente onipotente no combinar dos signos (letras), mas que na maioria das vezes se mantém muito aquém de suas reais possibilidades, mesmo assim, brinca de ser Deus quando diz: Faça-se a luz! E a frase se faz. Iluminando aquele que lê.

    Pois então que assim seja! Quero brincar também, usando os símbolos...

    FIAT LUX!!!

     



    Escrito por Alan Carvalho às 00h33
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    IMAGEM

    Quem dera fosse eu que tivesse desenhado. Tirado do google imagens  "Círculo de Investigacion de la Antropologia Gnostica"              



    Escrito por Alan Carvalho às 00h53
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    CLONES

     

    Alguém me viu por aí?

    Tenho procurado por mim mesmo ultimamente. Onde será que estou?

    Vejo meus clones por todos os lados. Tem um que trabalha na empresa E, outro na empresa A, outro ainda na D e mais um na G. Um deles até abriu uma empresa, como pode isso?

    Tem uns que se dizem músicos, ou melhor não dizem, porque têm medo de assumir isso pro público. Tem um que compõe, um que toca violão, um canta na banda N, outro na banda W. Mesmo estes vivem a dicotomia de sentirem, ora que são o máximo, ora que não sabem nem ao menos cantar direito. Espero que eles encontrem humildade e segurança pra fazer o que fazem.

    Quanto à personalidade, tem um que é engraçadinho, faz piadas com tudo. Outro fica preocupado com a grana, outro se sente o mais espiritual de todos os seres. Que Deus, os deuses, os santos, os orixás e os budas os ajudem! Amém!

    Tem um que usa jeans, camiseta e all star e outro querendo ser moderninho. Tem um que vai ao cinema sempre, um que lê (sempre também), e adora essas coisas.

    Tem até um que escreve. Aliás, quem foi que escreveu isso???

     



    Escrito por Alan Carvalho às 00h14
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    MOVIMENTO GERA MOVIMENTO

     

    Já fazia algum tempo que estava sentado à frente do computador pra escrever este texto. Esperei, esperei e nada.

    Até que me cansei de esperar e resolvi tocar as letras. Primeiro o J, depois o (´) e o a e lá estava a primeira palavra. Foi só começar que as outras letras vieram em sequência, uma após a outra, mesmo que a ideia central do texto ainda não estivesse formada. Pelo menos a introdução estava nascendo.

    Fiquei pensando que o mesmo acontece em minha vida. Fico esperando as coisas acontecerem por não saber por onde começar, até que, subitamente, algo acontece e desencadeia uma série de fatos que vão puxando um ao outro. Quando percebo, já estou em movimento.

    É claro que tanto nos textos como na vida são necessárias correções, ajustes de rota, revisões (Deus abençoe quem me aponta os erros)... Mas podem sobrevir mudanças de objetivos e a conclusão acabar diferente da intenção inicial. Quando isso acontece nos textos eu procuro cuidar pra que o final tenha alguma coerência com o início, não fique solto, jogado e impossível de se compreender embora isso nem sempre seja tarefa fácil. Quando algo assim se passa na vida, eu realmente procuro uma fonte de fé e confiança pra que possa estar bem independentemente do que possa vir a ser o resultado.

    Algumas coisas ficam parecendo sem sentido, até que lá na frente algo me explica ou me mostra as conexões que justificam os acontecimentos.

    Neste texto, depois de um início incerto, foi desenvolvido o argumento sobre o movimento que gera movimento e uma ideia que leva a outra.

    Assim, despretensiosamente, o texto vai chegando ao final. Quanto à minha vida, sinto que está apenas começando...    

     



    Escrito por Alan Carvalho às 02h46
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    36

     

    Hoje é meu aniversário! Engraçado é que só em soltar o pensamento com esta simples frase, ele pode dar muitas voltas...

    Por exemplo: Enquanto eu me sinto quase um ancião por completar 36 anos, minha mãe ainda me olha como uma criança, aliás, a maioria dos mais velhos pensa que eu ainda sou muito jovem (tomara que eles tenham razão).

    Acho que vivi o suficiente - apesar de ser jovem - pra perceber que muito do que eu considerei um erro, na verdade foi o que de melhor poderia ter me ocorrido e os erros me ensinaram coisas que de outra forma eu não teria aprendido.

    Engraçado é que hoje entendo coisas simples como, por exemplo, o porquê comentamos com as crianças “Puxa como você cresceu!”. Quando eu era criança não entendia esse comentário e pensava: “Puxa que comentário bobo!”.

    Com os mais jovens, espero que possamos aprender juntos, porque o aprendizado não termina nunca e cada experiência traz novidades!

    Que venham novos 36 anos no mínimo... Aos mais velhos pergunto: O que vocês estavam fazendo na minha idade? E aos mais novos pergunto: O que vocês pretendem fazer? 

    E as voltas do pensamento continuam...

     



    Escrito por Alan Carvalho às 01h08
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    ERA UMA VEZ

     

    Era uma vez um jovem...

    Ele era tão arrogante que chegou a brigar até com a Prosperidade, e mandá-la embora simplesmente porque achava que não precisava dela. “Sou tão bom que não preciso de nada” pensava ele. E assim ele seguiu, com sua Arrogância.

    Não se especializou em nada, porque pensava que poderia ser bom em tudo. Tinha várias habilidades, mas nenhuma delas ele levou a cabo. E ainda por cima se justificava como se especialização fosse para limitados.

    Seus dias, meses, anos foram passando e a vida foi lhe ensinando várias coisas. Um dia viu que se aproximava a Maturidade e sentiu medo dela. Mesmo apreensivo e meio de longe, perguntou a ela pela sua antiga companheira a Prosperidade. Maturidade respondeu em voz baixa e calmamente que ele a encontraria no Vale da Humildade e que ela ficaria feliz em vê-lo, e compartilharia com ele toda a abundância que pudesse, mas que sua Arrogância não seria bem vinda.

    Ele tentou abandoná-la pelo caminho, mas agora era ela quem não o abandonava.

    Com medo ele procurou a Sabedoria pra que ela lhe dissesse o que fazer, e seu conselho foi simples: “Não se preocupe com a Arrogância, não alimente, não tema, mas não deixe que ela o cegue novamente, mantenha os olhos abertos e os pés no chão, e sempre que ela aparecer flexione os joelhos.”

    Ele agradeceu o conselho e perguntou se poderia compartilhar esse ensinamento com seus queridos, e a Sabedoria prontamente recomendou que ele assim o fizesse.

    E ele começou escrever um blog...

     



    Escrito por Alan Carvalho às 00h47
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    ANTITELEJORNAL

     

    “Hoje eu vou inventar o antitelejornal, pra passar só o que é belo, pra passar o essencial...” (Samuel Rosa e Rodrigo Leão)

    Abro com o verso acima porque nosso atual jornalismo, que deveria servir pra informar as pessoas, vem sendo utilizado pra disseminar o terror. Cuidado! Ao ligar a televisão o medo pode se infiltrar em sua casa.

    As notícias giram sempre em torno de gripes aviárias, suínas, ou da próxima pandemia que pode dizimar a humanidade, e quem acha esta frase apelativa provavelmente já deve ter ouvido algo pior na TV. Coisas como: A água potável vai acabar; a camada de ozônio vai desaparecer; as calotas polares vão derreter; o nível do mar vai subir; a terra poderá ser atingida por um meteoro que provocará nosso fim.

    É importante tomarmos consciência das consequências dos nossos métodos de produção e hábitos de consumo e com isso mudar nossa atitude, mas daí a usar este tipo de manchete pra vender notícia, anúncio ou espalhar terror, é outra coisa bem diferente.

    Nossa forma de tratar a Terra pode e deve ser alterada, mas por amor e respeito à natureza, e não por medo do castigo que o planeta pode nos impor.

    Acontece que amor e respeito, infelizmente, não vendem jornais. 

     



    Escrito por Alan Carvalho às 18h58
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    BREVE PERTO DE VOCÊ



    Escrito por Alan Carvalho às 00h47
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